Nanotecnologia
- ProcEQ Jr.
- 3 de fev. de 2020
- 2 min de leitura
A nanotecnologia é o estudo da manipulação da matéria em escala atômica e molecular, ou seja, é a ciência e tecnologia que foca nas propriedades especiais dos materiais de tamanho nanométrico, que é cerca de 1 bilhão de vezes menor que o metro. Ela atua no desenvolvimento de materiais e componentes com estruturas estáveis para diversas áreas de pesquisa como medicina, eletrônica, ciências, ciências da computação e engenharia dos materiais. Os produtos nanos permitem a potencialização das propriedades físicas e químicas em concentrações extremamente reduzidas, conferindo assim novas características para o novo produto, diferindo dos já existentes. Esse alcance das propriedades se deve as estruturas que possuem dimensões nanométricas, resultando em uma área superficial elevada, maior grau de dispersão e funcionalidade que são dependentes do tamanho da estrutura. Com a possibilidade de modificar as propriedades, a ciência passou a desenvolver produtos como os nanodispositivos para celulares, nanocosméticos e nanomedicamentos, com isso diversos países começaram a investir na nanotecnologia, representando a cada ano uma fatia maior na balança comercial mundial. Dentre os setores nanos, o químico é o que ocupa hoje a maior parcela do mercado global, seguindo pelos semicondutores. Já os setores como o farmacêutico, automotivo, defesa e antimicrobianos representam menores parcelas. No fim da década de 1990 o Brasil começou a investir em nanotecnologia, ou seja, os estudos começaram de forma tardia quando comparado a outros países. Entretanto, hoje várias pesquisas são desenvolvidas principalmente nos setores de cosméticos, produtos provenientes da indústria química (catalisadores, tintas, revestimentos), petroquímica, borrachas e ligas metálicas. O setor agrícola também é alvo de vários estudos no Brasil, uma vez que é uma das principais bases da economia. A intensão do estudo é aprimorar a intervenção humana na agricultura, através do uso de sensores que aumenta o controle dos eventos que podem ocorrer nas plantações, o que vai facilitar na tomada de decisões, possibilitando assim uma melhor rastreabilidade, produtividade e qualidade. Além disso, o desenvolvimento de biossensores e transdutores de alta sensitividade que permitem a identificação e quantificação de compostos químicos, orgânicos, outras purezas e alterações na composição, sejam em plantas, frutos, ou nos solos.

Como exemplo de inovação na indústria alimentícia, a nanotecnologia tem possibilitado o aumento da durabilidade de frutas e verduras na prateleira por meio de películas compostas por nanopartículas, chamados revestimentos inteligentes. Já em relação aos nanofármacos, tivemos a criação de nanorobôs que são capazes de se locomover e entregar medicamento nas células. A primeira geração de nanofármacos é o medicamento para o tratamento do câncer, uma vez que são nanoencapsulado por moléculas de lipídio, nesta forma, reduz efeitos colaterais e ajuda a concentrar o tratamento nos tecidos e regiões enfermas. A nanotecnologia tem enorme potencial para resolver alguns dos maiores problemas que o mundo enfrenta hoje, podendo não só melhorar o desempenho humano, como trazer o desenvolvimento sustentável de materiais, água, energia e alimentos e nos proteger contra bactérias e vírus desconhecido.
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