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Análise de ferro

  • Foto do escritor: ProcEQ Jr.
    ProcEQ Jr.
  • 22 de jun. de 2020
  • 2 min de leitura

O ferro é um mineral essencial de suma importância ao organismo humano visto que participa diretamente de algumas reações biológicas, e na formação de algumas enzimas e proteínas. A função mais vinculada ao ferro no organismo está relacionada ao transporte de oxigênio, esse mineral contribui para a formação da molécula heme, que é encontrada em proteínas que transportam o oxigênio, como a hemoglobina (proteína existente no interior de algumas células sanguíneas) e em proteínas que participam de reações de oxirredução. As moléculas heme são constituídas por um anel tetrapirrólico com um íon de ferro no estado ferroso, que se liga ao oxigênio de forma reversível.


A principal forma de se adquirir ferro é por meio da alimentação, sendo que uma dieta normal contém de 13 a 18 mg de ferro, dos quais somente 1 a 2 mg serão absorvidos. Nos alimentos, o ferro pode ser encontrado sob as formas heme e não heme. A forma heme é de origem animal, e possui alta biodisponibilidade (o quanto o organismo consegue aproveitar e absorver de determinada substância). Já a forma não heme é de origem vegetal e de modo geral possui baixa biodisponibilidade. As principais fontes de ferro são: carnes vermelhas, leguminosas, vegetais verde-escuros, grãos integrais.


No organismo, a falta desse mineral pode acarretar em uma série de problemas, prejudicando o desempenho cognitivo, o estado imunológico, a capacidade física e o desenvolvimento dos músculos. Além disso, sendo o ferro um dos componentes da hemoglobina, a falta desse mineral faz com que o organismo produza menos células vermelhas, levando ao quadro de anemia ferropriva.


No Brasil, a anemia por deficiência de ferro é considerada um grave problema de saúde pública, sendo assim foi estipulado e adotado pelo país o Programa Nacional de Suplementação de Ferro (PNSF), no qual, conforme previsto pela Resolução da Diretoria Colegiada – RDC n° 150, de 13 de abril de 2017, que dispõe sobre o enriquecimento das farinhas de trigo e de milho com ferro e ácido fólico, torna obrigatório o enriquecimento de farinhas de trigo e milho com ferro e ácido fólico.


Sendo assim, é extremamente importante que os produtores desse tipo de farinha façam periodicamente a quantificação do teor de ferro, de forma a garantir o enquadramento nas normas. A análise quantitativa pode ser realizada por meio de métodos espectroquímicos os quais se baseiam na análise de espectros de luz específicos, para o caso do ferro em farinhas de milho a técnica empregada geralmente é a espectrofotometria. Tendo em vista que existem vários tipos de luz, como a luz visível e infravermelha, existem também muitos tipos de espectrofotometria e cada uma corresponde a uma das regiões específicas do espectro de luz, de modo geral esse tipo de análise é bem ampla e pode ser utilizada em diversas áreas como biologia, físico-química, indústria e em diversos laboratórios, incluindo de análises clínicas.


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