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Uso de agrotóxicos no Brasil

  • Foto do escritor: ProcEQ Jr.
    ProcEQ Jr.
  • 4 de nov. de 2019
  • 2 min de leitura

Agrotóxicos são produtos químicos sintéticos que têm como objetivo proteger as lavouras de insetos, larvas, fungos e carrapatos sob a justificativa de controlar as doenças provocadas por esses vetores e de regular o crescimento da vegetação. Embora o crescimento do agronegócio seja essencial para a economia brasileira, as regras para o uso dos agrotóxicos encontram-se estagnadas, sem monitoramento e sem efetiva fiscalização. O Brasil vem sendo o país com maior consumo destes produtos desde 2008, que decorre do desenvolvimento do agronegócio no setor econômico, sucedendo em sérios problemas quanto seu uso no país: a permissão de agrotóxicos já banidos em outros países e a comercialização ilegal dos que foram proibidos. Segundo o IBGE, a quantidade de produtores que usam pesticidas na plantação cresceu 20% em 10 anos e, de acordo com os nos novos registros publicados pelo Ministério da Agricultura, a aprovação para comercialização dos químicos subiu 135% em uma década. Só neste ano, foi aprovado 169 novos produtos agrotóxicos e a liberação de outros 197 registros.


Enquanto os riscos à saúde fizeram a comunidade europeia banir o uso de agrotóxicos como, paraquate, atrazina e acefato, essas substâncias estão entre as mais vendidas no Brasil, utilizadas nas plantações, por exemplo, de café. Segunda Cassiana Montagner, pesquisadora no Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os riscos do consumo infrequente e em quantidades menores não gera reações imediatas, mas o consumo contínuo pode gerar efeitos crônicos mais graves, como câncer, problemas na tireoide, hormonal ou neurológica. Ainda não há no mercado métodos que consigam retirar totalmente o agrotóxico da água. No entanto, com o avanço da tecnologia, alguns projetos científicos estão sendo desenvolvidos, como “GlyFloat", projetado pela UFRGS, é uma espécie de filtro-boia com microrganismos programados biologicamente para degradar resíduos de glifosato. Outro projeto inovador elaborado pela UFMG, consiste em utilizar poliuretano a fim de retirar agrotóxicos da água e de alimentos. Alcançar a segurança alimentar, melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável fazem parte do segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, ODS, que garante até 2030 sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementação de práticas agrícolas resilientes. A ProcEQ Júnior é uma empresa que busca adequar seus serviços a esses objetivos!

 
 
 

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