Com a Revolução Industrial, que teve seu início no século XVIII, alguns produtos químicos passaram a ser constantemente requisitados, mas não existiam profissionais capacitados para elaborar novas técnicas de produção de forma eficiente, surgindo assim pressões econômicas que exigiam cada vez mais o desenvolvimento e a modernização da indústria química. Nesse período, os profissionais que trabalhavam nessa área eram os engenheiros mecânicos, com experiência ou conhecimento de processos químicos, os químicos, que ficavam responsáveis pelos desenvolvimentos laboratoriais, e os inspetores, que tinha a função de prevenir a indústria de acidentes.
Em 1880 um inspetor chamado George Davis, identificou a necessidade do surgimento de uma nova profissão ligada a indústria química, unido as funções dos engenheiros mecânicos e dos químicos. Com isso, George lecionou doze palestras que abordavam diversos aspectos da prática industrial química, e assim foi a primeira vez que a engenharia química foi estabelecida como profissão, mas essa definição não foi bem aceita pela comunidade acadêmica e nem pelos demais engenheiros. Após oito anos, o professor Lewis Norton do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) sentiu a necessidade de formalizar a profissão do engenheiro químico. Em 1891, William Page Bryant se tornou o primeiro estudante a se graduar no curso, junto com mais seis pessoas.
O novo curso foi se espalhando pelo mundo de forma lenta, surgindo principalmente da necessidade da indústria química do próprio país. Na Europa o curso de engenharia química iniciou-se apenas em meados de 1920 e na Alemanha só em 1950. Já no Brasil, o primeiro curso de engenharia química surgiu em 1925 na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Segundo o banco de dados do MEC, existem cerca de 177 instituições credenciadas que oferecem esta modalidade de graduação no país.
Atualmente, a área engloba diversos setores industriais importantes, como o de cosméticos, fármacos, alimentícios, biotecnologia, petroquímica, tintas e vernizas. A graduação da engenharia química sofreu e ainda sofre diversas mudanças, dentre as principais temos o desenvolvimento dos reatores operando em modo contínuo (em oposição aos reatores em batelada), a recuperação e a reciclagem dos reagentes em excesso assim como o tratamento de efluentes e o surgimento do conceito de operações unitárias que evidenciou que cada processo pode ser considerado formado por unidades menores, baseados em processos físico-químicos comuns. Além disso, com o avanço da informática os projetos e operações estão cada vez mais automatizados exigindo maiores conhecimentos na área. A modelagem de processos passou a ter grande importância na indústria pois a simulação com auxílio de recursos computacionais permite prever o comportamento interno e externo de uma indústria, dentre outras mais.
O engenheiro químico surgiu com a necessidade de desenvolver novos produtos e novos métodos de produção que as próprias indústrias cobravam. Hoje, além dessas funções, o profissional tem que estar buscando aprimorar e diminuir os impactos gerados pelas indústrias com seus resíduos e efluentes. Assim, podemos perceber o quão importante essa profissão foi e é para a sociedade.

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